quarta-feira, 19 de maio de 2010

Mais uma vez as reticências

Que louco desprender-se do aqui e agora e não ter medo do ridículo, dar mesmo a outra face nua e por dentro, apenas, uma tela em branco... Que louco pensamentos, sentir-se um errante à parte que desliza pelo fio invisível... Que louco esse momento onde tudo surge do nada e sozinha tenho, mais do que nunca, gente e barulho em volta... Alguém entende o que digo? Isso é livre associação? Acho cafona reticências, mas insisto em usá-las... É como na vida - tudo tem o seu papel fundamental, idiossincrático.
É quando o ego se revela - quase escrevi à revelia - olha aí o ato falho! E acabo mais uma vez fazendo alusões a mim mesma quando escrevo, em vez de criar novas personas. Por que me privo do exercício criativo? Por que temo o monitor, esse teclado? Por que me sinto separada ao sentar nessa cadeira? Que louco... Mais uma vez as reticências... E o clic que me diz pra parar.

3 comentários:

Lou disse...

Se não às reticências, que se use pelo menos as vírgulas, ao invés de pontos para terminar/interromper as histórias que, sabemos, nunca se esgotam em si mesmas.
Bom te ler aqui de novo, ótimo texto!
beijos

Adda Dias Braga disse...

Obrigada, Lou! Ótimo te ver por aqui! Imaginei que você me entenderia! ;) Beijos

Lou Magalhães disse...

Olá, Ada! Cadê você que não volta para preencher as reticências de boas idéias? Aguardo,
beijos