segunda-feira, 14 de março de 2011

A Lua Espera

O dorso do cachorro
falhado, em carne viva
Lembra as crateras lunares
geometricamente encolhidas
Ela resta no céu, ao leste,
no pano de fundo da varanda
aberta

É testemunha do corpo sentado,
de corpete,
que esqueceu a meia sete oitavos
mas decorou uma lista
de coisas triviais
e ordinárias

Comeu um pouco da pele
em torno da unha
Rolou os dados mais uma vez
Voltou a jogar só

2 comentários:

Paulo Tamburro disse...

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Lou magalhães disse...

Amei, Ada, bem comemorado o Dia Internacional da poesia! beijos