quinta-feira, 28 de julho de 2011

NA VEIA (2)

Eu pedia sua presença e você ia e vinha, entre um resfolegar e outro e suores aromáticos, nas pausas da ilusão do silêncio, no escorregar do teclado, vestida de feromônios cruéis. O falsete não ensaiado, a prostração da boca, o arregalar do palato. A luta do branco contra o preto dilatado da pupila. Grita que é livre e, nas costas nuas, os lugares vários frequentados, estampados nas tatuagens, cravados nas cicatrizes. Não sei se as costas sentiram o frio do chão ou do teto, sei que minhas lágrimas molharam os dois...

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