Vazia, seca, faminta
Oca é a árvore da inspiração
O desejo me consome
tal qual o fogo lambe a casa do ego
e a língua pesa
torpe...
Tamanho peso de um cérebro paralítico,
de um morto coração!
Raiva do Amor ao Mar
4 meses atrás

1 comentários:
Diálogo com o esboço:
Amo os que têm fome, que se consomem,
não são obra acabada e não se resignam.
Te vejo em chamas e as labaredas
das minhas vaidades gritam,
ardem, estalam... e EU acredito que te falo!
Meu deserto quer atravessar esse incêndio
e alcançar o que em ti também é árido, oco...
Ah! Seria um belencontro...
Morrendo de vontades, secando de desejos
não precisaríamos de língua, cérebro ou coração,
não diríamos nada e entenderíamos tudo...
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